godofredo o fetiçeiro
Tudo começo quando eu e Adriana resolvemos criar uma companhia de teatro de animação. Mas não sabíamos por onde começaríamos a montar nossos bonecos . Então fui para minha casa separei algumas meias velhas e comecei brincar com elas colocando dentro da meia bolas de ping pong ou só as meias dentro das mãos ou cortadas. Neste experimentos começava a surgir figuras, formas jeitos de manipulação interessante para a construção de fantoches. Então para o próximo ensaio, levei as meias,bolas de ping pong e bolas de madeiras que são usadas nos bancos dos motoristas que parecem olhos. Fui mostrando para a Adriana as várias formas que tinha criado com aquelas meias para serem a construção de nossos bonecos ,mas conforme as figuras iam surgindo achávamos interessante algumas mas também descartamos algumas possibilidades para a criação porque ainda não era ainda onde queríamos chegar. Até que em um determinado momento, coloquei uma meia de cor bege, fizemos dois buracos nelas e coloquei aquelas bolinhas de madeiras que pareciam olhos, dali começou um esboço de um de nossos bonecos que começava a tomar vida. Como ele nos olhava e a maneira que se mexia era incrível. A partir dali, decidimos que o primeiro boneco estava sendo construído. Primeiro arrumei umas luvas que tinham em casa e alguns retalhos .Fomos testando naquela luva várias coisas até que em determinado momento pegamos retalho preto passamos em volta da luva e colocamos a bolinhas de madeira que tínhamos usado na meia bege e começamos a brincar com aquela luva,que ia tomando várias formas o modo como olhava como abria a boca, onde parecia um polvo,etc. Ainda faltava alguma coisa para ser o cabelo daquele fantoche.Então a Adriana no ensaio seguinte, veio com a proposta de colocar algodão em sua cabeça que ficou com uma vasta cabeleira, e deu super certo. Pronto, a figura que saiu de uma meia agora para uma luva e com aquelas bolinhas de madeira,e algodão passava a ter um nome Godofredo. Começamos a trabalhar com ele fazendo vários experimentos. Então ele Godofredo começo a soltar um sons tentando pronunciar palavras que eram difíceis de se entender,mas já era as primeiros sinais de vida dele. Nós dois manipulamos o boneco. Reparamos que ele sempre tinha alguma coisa em sua fala, tinha muito l nos lugar de r e sons ch mesclado nisso. Ensaiávamos com ele dentro do apartamento mas víamos que aquele lugar não ajudava o Godofredo, que não era seu universo. A Adriana propôs de ensaiarmos numa praça. Aquela língua indecifrável os l nos lugares r e os ch ficava cada vez mais forte.Onde ele estava nos ajudava muito a descobrir de onde ele vinha. Que este ser habitava as florestas, as matas e que este era seu mundo.Em uma de nossas pesquisas com ele dizia muito seu nome que era Godofredo que era única coisa que entendíamos e os godons (sons específicos do personagem).
Nos ensaios tivemos grande descobertas de movimento: que tinha horas que um dos dedos da luva era um comprimento, quando aponta dois dedos era como-se fosse seus olhos o seu nariz como na máscara que conduz o olhar, esfregar um dedo no outro como se estivesse pensando analisando a situação,fazendo uma magia como ele faria. Então em um dos ensaios, trouxe um cd de música japonesa e estudamos como ele reagia com aquela música que veio super a calhar porque ele tinha essa coisa meio nô e butho,e essa sonoridade acabou sendo usada na cena do feitiço.
A Adriana propôs que eu levasse o boneco para casa e começar a treinar com ele. No começo, fiquei com receio de levar e estragar o boneco porque foi difícil construí-lo. Então a primeira coisa que fiz foi tentar descobrir como ele fala aquela língua estranha que descobrimos no ensaio .Bom, no começo ele repetia algumas palavras sempre então vi que aquilo era interessante,e comecei anotar as palavras que eram mavella,chalacom,machuchala,duboque,achala.Cada vez que brincava com ele aparecia coisas nova como olhar como mexer a cabeça como levar susto. E para o ensaio levei isso e eu e a Adriana fomos trabalhado com isso. Agora Godofredo tem sua vida própria.
Assinado Mauro Grillo
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